sábado, 18 de março de 2017

Busca

Procurei em todas as gavetas, abri todas as caixas, espreitei em todas as bolsas, passei a mão por detrás dos montes de camisolas, meti a mão em todas as algibeiras, desdobrei as meias, afastei os frascos de perfume, despejei as carteiras, abri os guarda-joias, levantei as almofadas, afastei as cortinas, revolvi a pilha de revistas, espalhei os papéis, folheei os livros, remexi nas arcas, sacudi os cadernos, procurei por toda a casa e não houve meio de encontrar as palavras que queria usar hoje.


19 comentários:

papoila disse...

Lol!!!
Encontraste e foram bem escolhidas pois fui ficando cada vez mais curiosa para saber se tinha encontrado o que procuravas.
bjs

Gaja Maria disse...

Encontraste algumas e bonitas :)

Catarina disse...

Pensei que estivesses em busca de mais passeios. Tenho pensado o dia inteiro que hoje é domingo...
:)

bea disse...

Mas as palavras que usou também não estão mal.

Flor de Jasmim disse...

Gostei das que usaste!

Bom domingo e as melhoras.

Beijinho com carinho

Célia Rangel disse...

Bem, sua busca me fez viajar mentalmente por suas buscas... Gratificante foi tal viagem!
Abraço.

Benó disse...

Alguém as engoliu mas as que foram usadas também são simpáticas como todas as que aqui ficam expressas. Um bom domingo Luisa, sem procuras vãs.

GL disse...

É próprio delas.
Fogem, escondem-se, fazem-nos correr num desespero. Quando pensamos estar quase, quase a encontrá-las, mais um salto e, ei-las, divertidas a rirem de nós, num jogo do "rato e do gato". E ganham-nos, as malandras! E deixam-nos, sem jeito e sem graça.
Umas ingratas, elas. Não sabem ser o "sal" que dá sabor, ignoram ser o "doce" que apazigua.

Bom Domingo.

Lynce disse...

Por vezes parece que a folha da branca do word se ri na nossa cara...

Um beijo

ematejoca disse...

Também eu não encontro palavras para comentar este belo texto.

Janita disse...

Estou tão 'despida' de palavras que até vou fazer minhas as da Teresa (ematejoca).

;)

luisa disse...


Papoila,
Há dias em que as maganas se escondem bem escondidas. :)

GM,
Nunca encontro exatamente as que quero. :)

Catarina,
Também andei a vasculhar ficheiros antigos, sim, para o passeio de domingo que ainda só faço virtualmente. :)

Bea,
Foi o que se arranjou… :) Obrigada.

Adélia,
Obrigada e um bom domingo para ti também. :)

Célia,
Se a viagem foi agradável, então fico contente. Obrigada. :)

Benó,
Humildes palavras, apenas. Um bom domingo para si também. :)

GL,
Há dias em que travamos verdadeiras lutas com elas, sem dúvida. :)

Lynce,
Tantas vezes! As folhas brancas do Word são terríveis. Nem dá para as amarrotarmos e deitar fora com fervor de raiva. :)

Ematejoca,
Não é assim tão belo, mas agradeço o adjetivo. :)

Janita,
Despida? Hum… Não me parece. Tens sempre uma palavra certa na ponta dos dedos. :)

Ana Freire disse...

E no entanto... surgiram umas quantas aqui...
Magia assim... até me deixa sem palavras!... :-)
Adorei o texto!
Beijinho
Ana

Briseis disse...

Tenho para ti a mesma resposta que se dá quando alguém procura em todo o lado, como tu fizeste, pela felicidade: procuraste tanto mas esqueceste de procurar no sítio mais importante: dentro de ti.

Olvido disse...

Ora! Apareceram-te nas mãos sem dares conta, e disseram o que querias dizer :) e tão bem...

luisa disse...

Ana,
Se eu fizesse magia é que era... Mas estas palavritas, coitadas, não têm qualquer segredo. :)

Briseis,
Às vezes até procuro, mas há dias em que estou absolutamente vazia.

Olvido,
Mas eu gostava era de dizer melhor... :)

LuisY disse...

A Luisa é uma artista dos pequenos textos. O parágrafo parece ser a sua especialidade. Também é verdade que este género literário que aqui inventou se adequa bem a um blog, pois na net ninguém tem pachorra para ler grandes ensaios.

Um abraço

luisa disse...

LuisY
Extrema bondade sua atribuir-me rótulo de artista e inventora. Escrever curto pode, no entanto, denunciar a minha incapacidade para mais.

LuisY disse...

Há quem escreva romances de 1.500 páginas e que são uma chumbada e que poderiam ser resumidos para 300 páginas. Estou-me a recordar daquele livro da Maria Teresa Horta sobre a Marquesa da Lorna. Se a sua arte são os parágrafos, ou as minicrónicas, porque não assumir o género?

Em qualquer dos casos os seus pequenos textos são uma leitura agradável e muitas vezes com remates inesperados.